A Rainha do Peso Palha: Comentários sobre o Co Main Event do UFC 211

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Fonte: Josh Hedges/gettyimages.com

A previsão pré UFC 211

Já dei minha opinião sobre essa luta aqui: http://tvfight.tv/a-natureza-selvagem-do-peso-palha-feminino/

Mas, para resumir rapidamente:

A campeã deve ganhar se conseguir suportar o ímpeto do primeiro e segundo round da desafiante, que é menor, menos habilidosa em pé, e nunca fez 5 rounds. Bate Estaca tem suas chances, claro, encurtar, derrubar e usar o JJB. Mas se nem a Claudinha Gadelha fez isso, será que ela conseguirá? Ah sim, a mão pesada, bem, é um diferencial, pode abrir caminhos, mas não se esqueçam na qualidade técnica da Campeã, sua movimentação e inteligência.

A conclusão pós UFC 211

Talvez o que nós faça enfrentar tanta desigualdade aqui nas terras tupiniquins, seja não capacidade de acreditar em alguma coisa. A Jéssica acreditou. Seus técnicos acreditaram. Só que às vezes acreditar não é o suficiente.

O primeiro round, como sempre, a desafiante se mostra muito impactante. Posso estar enganado, mas no UFC a Campeã nunca ganhou o seu primeiro round. Ela parece uma slow starter, mas começo a achar que ela faz isso propositalmente. Não é só para sentir a luta, é para analisar o jogo da adversária. Sabe quem fazia muito isso na época de dominância? Um tal de Spider.

A mão pesada é uma caracteristicaa muito incrível. Isso põe medo em todo mundo. Tenho certeza que quando a Bate Estaca meteu aquele galo na testa dela (A Campeã), a mesma engoliu seco. Aquilo a fez se ligar, não podia ficar recebendo golpes assim. E não ficou. A postura mudou completamente. A movimentação que estava lenta ficou mais rápida, e a busca pela distância nasceu quase instantaneamente.

O segundo round se repetiu no terceiro, no quarto e no quinto. Joanna dominou a distância, frustrou o jogo da desafiante com sua movimentação, com a barragem de golpes, Jabs, Cruzados, Chips, Low e High Kicks. Joanna é polivalente na arte de sangrar os outros com os punhos. Ela é o demônio de saias, que leva todas suas adversárias para o inferno. Quando a brasileira colava, ela até conseguia suas quedas, mas derrubar e manter no chão são coisas diferentes. O pior, é que Joanna caia batendo e levantava batendo. Os belos cotovelos cantaram. Os golpes na cintura também.

Fonte: Josh Hedges/gettyimages.com

Aliais, não sei se foi o corte de peso – muita gente comentou que a Joanninha sofreu pra bater o peso, mas foi a primeira vez que achei-a um pouco cansada.

Fosse tomando a inciativa, com sua agressividade, fosse caminhando para trás, com contra golpes, a Campeã era quase perfeita, caminhando para o lado “fraco” da brasileira, que estava com seu cruzado potente engatilhado. Ela ousou, na verdade. Pensem comigo: se você tem uma adversária tão potente e explosiva, com um jiu jitsu tã perigoso, como é que você sai chutando ela de todas as formas possíveis? Quem você pensa que é? Bom, se você for uma mulher chamada Joanna Jedrzeiczyk, isso se torna possível. Velocidade, explosão, movimentação, inteligência, habilidade. Infelizmente, acreditar que um bom golpe iria derrubar a Campeã não foi o suficiente, se fosse, o primeiro round, o melhor da Jéssica na luta, teria dado um fim a disputa. E volto a dizer, como falei na análise pré luta que fiz, se a Gadelha não garantiu no chão, não seria a Jéssica.

Bola pra frente, novas lutas virão, a Jéssica terá novas oportunidades. Já a Campeã, a ainda Campeã, só não é a melhor lutadora do mundo, porque uma certa brasileira implode cada desafio que é posto a sua frente.

E lembrem-se amiguinhos; potência e volume sempre vão duelar, mas quando o volume vem junto duma tal de Joanna Jedrzejczyk, a tendência é ele ganhar.

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